Ensaio sobre a cegueira José Saramago
Ensaio sobre a cegueira José Saramago
Uma terrível “treva branca” vai deixando cegos, um a um, os habitantes de uma cidade. Com essa fantasia aterradora, Saramago nos obriga fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu.
Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma “treva branca” que logo se espalha incontrolavelmente. Resguardados em quarentena, os cegos se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas.
O Ensaio sobre a cegueira é a fantasia de um autor que nos faz lembrar “a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam”. José Saramago nos dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti.Cada leitor viverá uma experiência imaginativa única. Num ponto onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu: “uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos”.
“Sim, o Ensaio sobre a cegueira é um livro para se ler neste momento de reclusão e confinamento do coronavírus. Mas não para pensar sobre como uma doença que se espalha sem controle pode mudar nossa vida, mas como nossa vida talvez estivesse completamente equivocada antes que essa doença chegasse.” — Renato Rovai, Revista Fórum
A caligrafia da capa é de autoria do músico e escritor Chico Buarque.
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Durante as mais de duas décadas em que atuou no FBI, o agente especial John Douglas tornou-se uma figura lendária. Em uma época em que a expressão serial killer, assassino em série, nem existia, Douglas foi um oficial exemplar na aplicação da lei e na perseguição aos mais conhecidos e sádicos homicidas de nosso tempo. Como Jack Crawford em O Silêncio dos Inocentes, Douglas confrontou, entrevistou e estudou dezenas de serial killers e assassinos, incluindo Charles Manson, Ted Bundy e Ed Gein.
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Não Há segunda Chance por Harlan CobenApós ser gravemente ferido numa invasão à sua casa, o Dr. Marc Seidman desperta de um coma de quase duas semanas e descobre que sua vida foi destruída. A esposa foi assassinada. A filha, Tara, de 6 meses, desapareceu.
Depois de tanto tempo, parece impossível descobrir onde a bebê está, mas de repente Marc tem um alento ao receber um pedido de resgate. Só que o bilhete faz uma clara advertência: se ele falar com a polícia, nunca mais verá a filha. Não haverá segunda chance.
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Guia Politicamente incorreto do Futebol por Jones Rossi e Leonardo Mendes JuniorDepois de ler o Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, fiquei com gostinho de quero mais. Lá, já havia certas provocações sobre a origem do futebol, mas agora a coisa ficou séria e, aproveitando a época da Copa, ganhamos uma versão dedicada a este esporte, que é paixão nacional.
E pra quem acha que Charles Miller é o pai do futebol no país, já vai um balde um água fria: na verdade, o escocês Thomas Donohoe começou antes, com bate-bola na prática, sem se preocupar em registrar nada.
Mas como era o futebol, no fim do século XIX e começo do XX? Tínhamos times de brancos x negros (eita!). A mistura foi ocorrendo aos poucos.
Nosso 1º craque, Arthur Friedenreich, era boêmio e amava seresta, pôquer e cabarés. Ele fez 568 gols em 580 jogos, uma média de 0,98 gol/jogo. Isso em 1925. Se fosse hoje, com certeza, ele seria um baladeiro de plantão (aliás, acho que isso não mudou muito na conduta dos nossos craques, né?)
E Pelé, qual foi a média de gols dele?
“Com 1282 gols em 1367 partidas, o Rei encerrou a carreira com média de 0,94 bola na rede por jogo.” (pág. 62)
Claro que há controvérsias na forma de contar os gols e o livro também aborda isso e fala da média de gols de outros jogadores.
O livro ainda dedica capítulos a cada Copa, aos mitos, às organizadas, aos craques (Pelé, Maradona, Messi) e sentencia: “Não existe na história do futebol melhor time que a seleção brasileira campeã da Copa do Mundo de 70” (pág. 80).
Será?
Uma coisa é fato: depois dessa Copa, algumas coisas terão de ser revistas no livro para uma nova edição, a começar pela contagem de maior vexame do Brasil em jogos da Copa. Até então, o pior placar fora um 3×0…
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Noite Sobre as Àguas por Ken Follett
Noite Sobre as Àguas por Ken FollettMeu primeiro contato com o Ken Follet foi através do calhamaço Mundo sem fim, onde de forma brilhante nós acompanhamos a vida de alguns personagens, todas as tramas de um pequeno vilarejo de mercadores para sobreviver aos anos e a péssima gerência imposta pela Igreja. Ele me ganhou naquelas mais de mil páginas, e agora, estou ainda mais apaixonada.
Em Noite sobre as águas, Follett retorna de forma brilhante para nos contar um pouco sobre histórias de pessoas que até a primeira vista não possuíam motivos nenhum para estarem juntos no mesmo teto, mas que encontram-se a bordo de um hidroavião de luxo rumo a Nova York. Alguns estão fugindo da guerra, outros estão fugindo de algumas outras pessoas, mas todos eles estão assustados com a travessia, e com o que os aguardam em NY.
São muitas pessoas a bordo do Clipper, mas entre tripulantes e passageiros, a narrativa é focada em alguns personagens e através deles podemos acompanhar todo o desenrolar da trama. O drama pessoal de cada um: uma adolescente que não quer deixar o país, quer servir na guerra, mas é arrastada pelo pai fascista a um novo continente junto com o resto da família; um jovem ladrão que não quer ir parar na cadeia, e rouba um passaporte para fugir; uma esposa negligenciada que decide fugir com o amante para encontrar a felicidade; uma empresária que foi traída pelo irmão e tenta de todas as formas chegar a tempo de uma reunião e impedir que o legado do seu pai seja vendido; o engenheiro do avião que tem que cumprir ordens e por todos do avião em risco se quiser ver novamente sua esposa sequestrada. Varias figuras, várias peças nesse tabuleiro de xadrez que vão se interligando e nos envolvendo em suas vidas.
Follett possui um dom único de prender nossa atenção e nos dividir. Eu não sabia para quem torcer, ou o que esperar da história. Fui pega no meio dessa viagem e me senti a bordo do Clipper junto com todos os personagens, sentindo na pele seus dramas e medos. O mais legal que acho na escrita do autor é que não existem vilões e mocinhos, existem humanos que cometem erros, se arrependem, erram de novo e tentam sempre fazer o melhor em todas as situações. Follett é mestre em descrever a natureza humana, o que facilita a conexão leitor-personagem.
Uma obra única que nos conta sobre um voo real, sim, existiam Clippers e eles eram bem populares, mas com fatos fictícios. Toda a trama e personagens foram criadas na cabeça do Follett, mas conseguimos sentir todo o realismo e tensão da guerra eminente como se estivéssemos lá. Um livro brilhante, uma leitura incrível que eu recomendo com total certeza!
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Carrie a Estranha por Stephen King
Carrie a Estranha por Stephen KingUm grande livro de Stephen King
Amo Stephen King. Tanto que virou uma característica minha, todos que me conhecem sabem que ele é meu escritor favorito. O mais legal é que esse amor começou exatamente com “Carrie, a Estranha“ (Carrie, EUA, 291 páginas, 1974). Eu era muito nova (muito mesmo, criança ainda) quando permitiram que eu visse o filme. Dessa experiência não lembro de quase nada a não ser o banho de sangue de porco e que adorei! Dali foi um passo para ler os livros.
Comecei com “A Hora da Zona Morta” (que gostei muito, mas achei muito adulto para mim na época), depois “A Hora do Vampiro” (reeditado como “Salem“), “O Iluminado” (que quase me fez perder uma prova de matemática, já que eu PRECISAVA terminar o livro antes de dormir) e finalmente “Carrie, a Estranha“. Dessa primeira vez que li, tudo que me lembro é da mãe, personagem que me impressionou muito, e da cena final do livro, momento que percebi que Stephen King é um grande escritor.
Então decidiram realizar um novo filme baseado em “Carrie, a Estranha”, o que me fez querer reler o livro antes de ver essa nova versão. Reli em dois dias, não apenas por ser curto, mas também por ter uma narrativa dinâmica que mistura a vida cotidiana de Carrie a relatos, entrevistas, textos científicos e relatórios policiais sobre a tragédia que se abateu sobre a cidade de Chamberlain. Percebi que não lembrava alguns detalhes do livro, mas também uma outra coisa: que o autor conseguiu em seu primeiro livro ditar todo seu estilo literário e ainda mostrar que escrever terror pode ser sinônimo de boa literatura, graças à forma como ele constrói a história e envolve o leitor. O resultado é que consegui admirá-lo ainda mais.
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Jeff Guinn Manson
Jeff Guinn MansonPsicopata, vigarista, racista e cafetão. Olhos em chamas, barba por fazer, cabelos despenteados e uma suástica tatuada na testa. A diabólica imagem de Charles Manson está gravada no inconsciente popular e é reconhecidamente assustadora. Após quatro décadas dos seus terríveis atos, os assassinatos orquestrados por ele continuam a exercer um mórbido fascínio. Dezenas de livros já foram escritos sobre Manson nesses mais de quarenta anos, e agora uma meticulosa pesquisa desenvolvida pelo biógrafo Jeff Guinn surge como o guia definitivo do homem que entrou para a história como sinônimo do mal.
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