Nova tradução direto do russo, a cargo de Rubens Figueiredo, de um dos romances mais importantes e influentes de todos os tempos. Crime e castigo é a obra mais célebre de Dostoiévski e um dos romances fundamentais da literatura ocidental. Escrita entre 1865 e 1866, quando Dostoiévski tinha 45 anos, foi publicada em partes na revista Rússki Viéstnik [O Mensageiro Russo], a mesma que vinha publicando, na época, o romance Guerra e paz, de Liev Tolstói. A ideia do livro surgiu quando Dostoiévski propôs a Katkóv, editor da revista, redigir um “relato psicológico de um crime”. Na obra, Raskólnikov, um rapaz sombrio e orgulhoso, retraído mas também aberto à observação humana, precisa interromper seus estudos por falta de dinheiro. Devendo o aluguel à proprietária do cubículo desconfortável em que vive, ele se sente esmagado pela pobreza. Ao mesmo tempo, acha que está destinado a um grande futuro e, desdenhoso da moralidade comum, julga ter plenos direitos para cometer um crime – o que fará de uma maneira implacável. Por meio da trajetória de Raskólnikov, Dostoiévski apresenta um testemunho eloquente da pobreza, do alcoolismo e das condições degradantes que empurram para o abismo anônimos nas grandes cidades. O personagem tem a convicção de que fins humanitários podem justificar um crime, mas conviver com a culpa será um pesadelo permanente. Ainda assim, a tragédia não exclui a perspectiva de uma vida luminosa, e o castigo pelo crime vai lhe abrir um longo caminho em direção à verdade. Thomas Mann julgava Crime e castigo “o maior romance policial de todos os tempos”. Como ele, a crítica é unânime em considerar a obra um marco da análise psicológica na ficção ocidental. Em nova tradução do russo por Rubens Figueiredo, o clássico ressurge em todo seu esplendor, sua originalidade e seu inesgotável caráter moral.
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Cujo por Stephen King
Cujo por Stephen KingFrank Dodd está morto e a cidade de Castle Rock pode ficar em paz novamente. O serial-killer que aterrorizou o local por anos agora é apenas uma lenda urbana, usada para assustar criancinhas. Exceto para Tad Trenton, para quem Dodd é tudo, menos uma lenda. O espírito do assassino o observa da porta entreaberta do closet, todas as noites. Você pode me sentir mais perto… cada vez mais perto. Nos limites da cidade, Cujo – um são-bernardo de noventa quilos, que pertence à família Camber – se distrai perseguindo um coelho para dentro de um buraco, onde é mordido por um morcego raivoso. A transformação de Cujo, como ele incorpora o pior pesado de Tad Trenton e de sua mãe e como destrói a vida de todos a sua volta é o que faz deste um dos livros mais assustadores e emocionantes de Stephen King.
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Noite Sobre as Àguas por Ken Follett
Noite Sobre as Àguas por Ken FollettMeu primeiro contato com o Ken Follet foi através do calhamaço Mundo sem fim, onde de forma brilhante nós acompanhamos a vida de alguns personagens, todas as tramas de um pequeno vilarejo de mercadores para sobreviver aos anos e a péssima gerência imposta pela Igreja. Ele me ganhou naquelas mais de mil páginas, e agora, estou ainda mais apaixonada.
Em Noite sobre as águas, Follett retorna de forma brilhante para nos contar um pouco sobre histórias de pessoas que até a primeira vista não possuíam motivos nenhum para estarem juntos no mesmo teto, mas que encontram-se a bordo de um hidroavião de luxo rumo a Nova York. Alguns estão fugindo da guerra, outros estão fugindo de algumas outras pessoas, mas todos eles estão assustados com a travessia, e com o que os aguardam em NY.
São muitas pessoas a bordo do Clipper, mas entre tripulantes e passageiros, a narrativa é focada em alguns personagens e através deles podemos acompanhar todo o desenrolar da trama. O drama pessoal de cada um: uma adolescente que não quer deixar o país, quer servir na guerra, mas é arrastada pelo pai fascista a um novo continente junto com o resto da família; um jovem ladrão que não quer ir parar na cadeia, e rouba um passaporte para fugir; uma esposa negligenciada que decide fugir com o amante para encontrar a felicidade; uma empresária que foi traída pelo irmão e tenta de todas as formas chegar a tempo de uma reunião e impedir que o legado do seu pai seja vendido; o engenheiro do avião que tem que cumprir ordens e por todos do avião em risco se quiser ver novamente sua esposa sequestrada. Varias figuras, várias peças nesse tabuleiro de xadrez que vão se interligando e nos envolvendo em suas vidas.
Follett possui um dom único de prender nossa atenção e nos dividir. Eu não sabia para quem torcer, ou o que esperar da história. Fui pega no meio dessa viagem e me senti a bordo do Clipper junto com todos os personagens, sentindo na pele seus dramas e medos. O mais legal que acho na escrita do autor é que não existem vilões e mocinhos, existem humanos que cometem erros, se arrependem, erram de novo e tentam sempre fazer o melhor em todas as situações. Follett é mestre em descrever a natureza humana, o que facilita a conexão leitor-personagem.
Uma obra única que nos conta sobre um voo real, sim, existiam Clippers e eles eram bem populares, mas com fatos fictícios. Toda a trama e personagens foram criadas na cabeça do Follett, mas conseguimos sentir todo o realismo e tensão da guerra eminente como se estivéssemos lá. Um livro brilhante, uma leitura incrível que eu recomendo com total certeza!
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Carrie a Estranha por Stephen King
Carrie a Estranha por Stephen KingUm grande livro de Stephen King
Amo Stephen King. Tanto que virou uma característica minha, todos que me conhecem sabem que ele é meu escritor favorito. O mais legal é que esse amor começou exatamente com “Carrie, a Estranha“ (Carrie, EUA, 291 páginas, 1974). Eu era muito nova (muito mesmo, criança ainda) quando permitiram que eu visse o filme. Dessa experiência não lembro de quase nada a não ser o banho de sangue de porco e que adorei! Dali foi um passo para ler os livros.
Comecei com “A Hora da Zona Morta” (que gostei muito, mas achei muito adulto para mim na época), depois “A Hora do Vampiro” (reeditado como “Salem“), “O Iluminado” (que quase me fez perder uma prova de matemática, já que eu PRECISAVA terminar o livro antes de dormir) e finalmente “Carrie, a Estranha“. Dessa primeira vez que li, tudo que me lembro é da mãe, personagem que me impressionou muito, e da cena final do livro, momento que percebi que Stephen King é um grande escritor.
Então decidiram realizar um novo filme baseado em “Carrie, a Estranha”, o que me fez querer reler o livro antes de ver essa nova versão. Reli em dois dias, não apenas por ser curto, mas também por ter uma narrativa dinâmica que mistura a vida cotidiana de Carrie a relatos, entrevistas, textos científicos e relatórios policiais sobre a tragédia que se abateu sobre a cidade de Chamberlain. Percebi que não lembrava alguns detalhes do livro, mas também uma outra coisa: que o autor conseguiu em seu primeiro livro ditar todo seu estilo literário e ainda mostrar que escrever terror pode ser sinônimo de boa literatura, graças à forma como ele constrói a história e envolve o leitor. O resultado é que consegui admirá-lo ainda mais.
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A Hora do Lobisomem por Stephen King
A Hora do Lobisomem por Stephen KingO primeiro grito veio de um trabalhador da ferrovia isolado pela neve, enquanto as presas do monstro dilaceravam sua garganta. No mês seguinte, um grito de êxtase e agonia vem de uma mulher atacada no próprio quarto. Agora, a cada vez que a lua cheia brilha sobre a cidade de Tarker’s Mill, surgem novas cenas de terror inimaginável. Quem será o próximo? Quando a lua cresce no céu, um terror paralisante toma os moradores da cidade. Uivos quase humanos ecoam no vento. E por todo lado as pegadas de um monstro cuja fome nunca é saciada. Um clássico de Stephen King, com as ilustrações originais de Bernie Wrightson
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Deixada para trás por Charlie Donlela
Deixada para trás por Charlie DonlelaDuas colegas são raptadas. Megan foge e, um ano depois, escreve um livro que se torna um sucesso. Um detalhe inconveniente: Nicole continua desaparecida. Nicole e Megan são alunas do último ano da high school de Emerson Bay, uma cidadezinha na Carolina do Norte. Certa noite de verão, elas desaparecem de uma festa à beira do lago. A polícia realiza uma busca intensa, mas não encontra nenhuma pista. Quando já haviam perdido as esperanças de encontrá-las com vida, Megan aparece, milagrosamente, ao conseguir escapar do cativeiro escondido nas profundezas da mata. Um ano depois, Megan lança um livro contando o seu martírio naquelas duas semanas, e, imediatamente, ele se torna um best-seller e a converte de uma heroína local em celebridade nacional. Trata-se de um relato triunfante e inspirador, exceto por um detalhe inconveniente: Nicole continua desaparecida. Livia, irmã mais velha de Nicole, aluna de patologia forense, espera que um dia, em breve, o corpo de Nicole seja encontrado, e caberá a alguém como ela analisar a evidência e determinar finalmente a causa da morte de sua irmã. Em vez disso, a primeira pista do desaparecimento de Nicole surge de outro corpo que chega ao necrotério onde ela trabalha. É de alguém ligado ao passado de Nicole. Então, Livia entra em contato com Megan para contar a descoberta, e pedir mais detalhes da noite em que as duas foram sequestradas. Como outras garotas também desapareceram, Livia começa a acreditar que existe uma forte ligação entre todos aqueles casos. No entanto, Megan sabe mais do que revelou em seu livro. Lampejos de memória surgem, apontando para algo mais sombrio e monstruoso do que o descrito em suas arrepiantes memórias. Quanto mais ela e Livia se aprofundam, mais se dão conta de que, às vezes, o terror verdadeiro está em encontrar exatamente o que estávamos procurando.
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Ascenção por STEPHEN KING
Ascenção por STEPHEN KING-
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Areia Movediça por Marlin Persson Giolito
Areia Movediça por Marlin Persson GiolitoLivro intrigante e muito interessante, tem uma narrativa diferente e mais complexa. Por outro lado, é bem lento, o livro se arrasta em alguns momentos. É bem denso, mas o excesso de divagações da protagonista me irritou. Eu não sei em que género esse livro se encaixaria melhor. É um jovem adulto por desmembrar tantos conflitos que moldam o adolescente atualmente. Mas a narrativa é bem adulta e não posso dizer que é uma leitura voltada ao público jovem em especial. Vi classificarem como suspense/thriller/mistério, não vejo assim. Afinal, o livro já começa com Maja presa, todos já sabemos o que aconteceu, quem matou e quem morreu. Tudo que gira em torno disso é o grande mistério. E tem também uma boa dose de drama.
A história é narrada apenas por Maja e já começa com o início do julgamento, nove meses após acontecer a tragédia na escola. Em primeira pessoa ela alterna os acontecimentos desde o início do julgamento com o passado, com seu relacionamento com Sebastian e a forma como tudo começou. E o que causou o final, o tiroteio onde pessoas morreram. A narrativa é diferente, interessante. Maja fala com o leitor, como se ele fosse um confidente a quem ela estivesse desabafando.
Nas memórias de Maja, acompanhamos todo um cenário em que vivem ricos adolescentes suecos. Sem limites, com pais ausentes, regados a muita bebida e muita droga. Ao mesmo tempo, ela aborda vários temas importantes como pano de fundo. A desigualdade social, o impacto da imigração, a vida de adolescentes diferentes em um cenário de tensão racial e económica. O isolamento adolescente, que não contam para ninguém nada do que se passa em suas vidas. Aos poucos, vai se montando um quebra-cabeça, e o leitor começa a entender o porquê de toda a tragédia.
O julgamento toma todo o livro. E como o livro já começa dele, demora muito para descobrirmos o que realmente aconteceu, isso deixou a leitura bem maçante até a página 200, por aí. Não curti muito a forma que a autora apresentou o massacre, depois que aconteceu, tirou um pouco do impacto e toda a tensão do acontecido. Como Maja narra tudo através de suas memórias, de forma picada e aleatória, você não consegue se apegar muito a nenhum personagem. Falta aquela emoção que uma história tão trágica despertaria no leitor.
Como ponto positivo, temos os discursos incríveis do advogado e da promotora. O advogado de defesa com aquele discurso impactante, você vai lendo e pensando “é claro, isso, essa menina não tem culpa de nada! ”. Advogados dignos dos melhores thrillers jurídicos do John Grisham.
O final, sempre os finais rs, foi um balde de água fria. Eu vendo as páginas minguando e pensando, não vai contar nada! E foi isso, eu queria o depois de Maja, eu continuo curiosa pensando o que aconteceu com ela em seguida.
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Guia Politicamente incorreto do Futebol por Jones Rossi e Leonardo Mendes Junior
Guia Politicamente incorreto do Futebol por Jones Rossi e Leonardo Mendes JuniorGuia Politicamente incorreto do Futebol por Jones Rossi e Leonardo Mendes Junior
Guia Politicamente incorreto do Futebol por Jones Rossi e Leonardo Mendes JuniorDepois de ler o Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, fiquei com gostinho de quero mais. Lá, já havia certas provocações sobre a origem do futebol, mas agora a coisa ficou séria e, aproveitando a época da Copa, ganhamos uma versão dedicada a este esporte, que é paixão nacional.
E pra quem acha que Charles Miller é o pai do futebol no país, já vai um balde um água fria: na verdade, o escocês Thomas Donohoe começou antes, com bate-bola na prática, sem se preocupar em registrar nada.
Mas como era o futebol, no fim do século XIX e começo do XX? Tínhamos times de brancos x negros (eita!). A mistura foi ocorrendo aos poucos.
Nosso 1º craque, Arthur Friedenreich, era boêmio e amava seresta, pôquer e cabarés. Ele fez 568 gols em 580 jogos, uma média de 0,98 gol/jogo. Isso em 1925. Se fosse hoje, com certeza, ele seria um baladeiro de plantão (aliás, acho que isso não mudou muito na conduta dos nossos craques, né?)
E Pelé, qual foi a média de gols dele?
“Com 1282 gols em 1367 partidas, o Rei encerrou a carreira com média de 0,94 bola na rede por jogo.” (pág. 62)
Claro que há controvérsias na forma de contar os gols e o livro também aborda isso e fala da média de gols de outros jogadores.
O livro ainda dedica capítulos a cada Copa, aos mitos, às organizadas, aos craques (Pelé, Maradona, Messi) e sentencia: “Não existe na história do futebol melhor time que a seleção brasileira campeã da Copa do Mundo de 70” (pág. 80).
Será?
Uma coisa é fato: depois dessa Copa, algumas coisas terão de ser revistas no livro para uma nova edição, a começar pela contagem de maior vexame do Brasil em jogos da Copa. Até então, o pior placar fora um 3×0…
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